O grupo de Biologia Molecular da Célula, vinculado ao Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, se dedica à pesquisa interdisciplinar da genética para desenvolver medicamentos e vacinas, a partir do estudo das estruturas internas das células. O foco é interferir no programa de vida das células, o que representa uma forma relativamente nova de enfrentar, por exemplo, tumores cancerígenos.
Sete docentes de diferentes laboratórios atuam no grupo. A organização do coletivo ocorreu a partir da convocação para um edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em 2007, ampliando as possibilidades de troca de conhecimentos e complementação de pesquisa entre laboratórios do Instituto.
Segundo a professora Eugênia Costanzi Strauss, a pesquisa de células-tronco de tecidos musculares, neurológicos e da retina estão entre temas dos pesquisadores. Isso significa a busca de formas de se reprogramar células, interferindo nas moléculas do genoma e nas proteínas que o influenciam. "Esse tipo de estudo é que permite, por exemplo, reprogramar uma célula adulta, de um determinado tecido, para funcionar como célula adulta de outro", explica.
Transformar um tecido em outro pode ser feito por meio de farmacos ou até com " ajuda" de vetores virais, separados em laboratório, como no caso da pesquisa da professora Eugênia. São desenvolvidos vírus capazes de produzir esse tipo de alteração, com aplicações possível no tratamento de tumores cancerígenos.
"O ciclo celular é visto como um sistema que não só se reproduz, mas tem uma programação também para envelhecer e para morrer", relata. "Uma célula tumoral é aquela que não segue o padrão do ciclo de vida e se 'recusa' a envelhecer. A terapia gênica busca devolver tanto essa capacidade quanto a de morrer", compara.
A pesquisadora explica que os tecidos humanos têm uma constante renovação, com perdas e reposição diária de tecidos. "As células são estudadas no contexto do organismo e não isolada na placa de petri", diferencia Costanzi. "O grupo de pesquisa permite, por exemplo, que eu faça a análise de ciclo celular de modo mais completo, já que há professores que estudam tecidos específicos", conta.
COMENTARIO:
Algo muito importante esta sendo pesquisado pelos estudantes , pois quem sabe um deles não encontra a salvação para algum problema mais serio como o cancêr.Seria um grande avanço para o brasil e o mundo nesta area.
data: 11/03/2011
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